Daniela Auad
112 p. – 14 x 21 cm – 2003
ISBN: 85-7490-226-8


Antes de entender o que é feminismo, é conveniente entender o que feminismo não é. Feminismo não é, por exemplo, queima de sutiãs, embora esse mito tenha se consolidado no imaginário de muitas pessoas desde o final dos anos 1960. Feminismo não é um grupo raivoso de mulheres “feias” ou “mal-amadas”, versão das mais grosseiramente estereotipadas por quem não compreende e parece não fazer nenhuma questão de compreender as reais engrenagens do movimento. Feminismo não é, tampouco, uma ideologia calcada em privilégios para as mulheres e desvantagens de toda espécie para os homens. Feminismo também não é algo uno, absoluto, monocromático. Ao contrário, seus diversos matizes representam a ampla variedade de mulheres do Brasil e do mundo, com crenças, desejos, objetivos e valores distintos. De correntes segundo as quais a submissão da mulher se explica pela suposta inferioridade física ao feminismo que defende a extinção da família biológica, são muitas as interpretações do papel da mulher na sociedade. O equilíbrio argumentativo talvez se encontre articulado naquilo que se pode denominar “feminismo múltiplo”. Nessa abordagem, mulheres (e homens, é importante dizer) são vistas à luz dos aspectos plurais inerentes à sua subjetividade, entre os quais a classe socioeconômica, a etnia e a geração a que pertencem. Tal apropriação do feminismo, tanto política quanto científica, permite perceber os seres humanos a partir de suas infinitas singularidades.

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Franz Kafka


"O livro é uma das possibilidades de felicidade de que dispomos."
Jorge Luis Borges



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Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir
Francis Bacon

Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo
Paul Valéry

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